Operação emergencial autoriza uso temporário de 18 coletivos de 2019 e 2020 enquanto prefeitura tenta recompor atendimento afetado por perda de 27 veÃculos
ARTHUR FERRARI
A destruição de 27 ônibus em um incêndio na garagem da Viação Anchieta levou a Prefeitura de Belo Horizonte (MG) a adotar uma medida emergencial para manter a operação do transporte coletivo. A administração municipal autorizou o retorno de 18 veÃculos que já haviam deixado de circular após serem substituÃdos por modelos mais novos.
Os ônibus liberados pela Superintendência de Mobilidade do MunicÃpio (Sumob) possuÃam Autorização de Tráfego válida, mas haviam sido retirados de operação pelas próprias empresas. Agora, voltam a atender passageiros com uma Autorização de Tráfego Provisória (ATP) válida por 15 dias.
Segundo a prefeitura, todos os coletivos que retornam ao sistema são dos anos de 2019 e 2020. Durante o perÃodo de autorização temporária, os veÃculos deverão passar por nova inspeção veicular, com laudo emitido por uma Instituição Técnica Licenciada (ITL).
Além dos 18 ônibus já liberados, a Sumob realiza vistorias emergenciais para viabilizar o retorno de outros nove veÃculos que se encontram na mesma condição. A expectativa é ampliar a disponibilidade da frota e reduzir os impactos causados pela perda dos ônibus destruÃdos.
Desde o incêndio, ocorrido no último domingo, o atendimento das linhas tem sido mantido por meio do remanejamento de veÃculos entre empresas do sistema e da utilização da frota reserva. Equipes da Sumob, do Consórcio Dom Pedro II e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) acompanham a operação para garantir a continuidade do serviço.
O prejuÃzo estimado pela empresa é de R$ 21 milhões.
Como mostrou o Diário do Transporte, o incêndio atingiu a garagem da Viação Anchieta, localizada no bairro Dom Cabral, na Região Noroeste de Belo Horizonte no domingo (07).
Apesar da dimensão da ocorrência, não houve feridos. Três funcionários estavam no local no momento em que o fogo começou — um segurança, um mecânico e um eletricista — e todos saÃram ilesos.
As causas do incêndio são investigadas.
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte