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Sistema de frenagem de emergência e detector de ponto-cego estão entre os principais itens de segurança procurados nos ônibus rodoviários

Sistema de frenagem de emergência e detector de ponto-cego estão entre os principais itens de segurança procurados nos ônibus rodoviários

Tecnologias evitam acidentes ou reduzem danos

ADAMO BAZANI

Recentemente, o Diário do Transporte noticiou que a Mercedes-Benz detalhou os principais itens de segurança ativa dos 80 ônibus rodoviários modelo O-500 RSD (de três eixos) que vendeu para o Grupo Guanabara.

Segundo o vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, Walter Barbosa, o modelo conta com ao menos 21 itens de segurança inteligente, que podem evitar acidentes ou reduzir os anos.

Entre os destaques o ABA 5, quinta geração do sistema de frenagem de emergência, o assistente de ponto cego e o controle inteligente do farol alto.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/07/07/nova-frota-de-80-onibus-da-guanabara-e-configurada-com-21-itens-de-seguranca-ativa-diz-mercedes-benz/

E não somente entre os veículos da marca, mas entre todos os fabricantes, a procura maior pelos operadores de ônibus rodoviários se concentra em tecnologias que ajudam na condução de nas manobras.

Detectores de pontos-cegos são considerados hoje quase obrigatórios nas compras. Pelo fato de os ônibus serem veículos muito grandes, nem sempre é possível visualizar toda a carroceria.

Mesmo com espelhos eletrônicos em vez de vidros retrovisores e que mostram toda a carroceria, este tipo de item tem sido incluído, isso porque, as telas mostram as imagens, mas os sensores podem emitir alertas, o que evita colisões e atropelamentos, caso o motorista tenha algum momento de desatenção.

A frenagem de emergência também tem sido a queridinha de muitos compradores de ônibus.

O motivo é óbvio. É uma tecnologia que pode detectar riscos de colisões traseiras e emitir inicialmente alertas ao motorista.

Se não houver resposta adequada, dependendo da configuração, o sistema consegue frear o ônibus de forma semiautônoma.

Enquanto que atropelamentos e pequenas batidas são as principais ocorrências ligadas a ponto-cego nas manobras, as colisões traseiras figuram entre os principais sinistros em velocidades maiores com consequências bem mais graves.

Devido a incompatibilidade das velocidades entre ônibus (que são mais rápidos) e caminhões, estes veículos de grande porte acabam frequentemente batendo uns nos outros, sendo que em boa parte dos casos, os coletivos atingem a parte de trás dos cargueiros.

Controles que reduzem o risco de tombamento, ainda mais com a ampliação no mercado de ônibus altos, rodoviários de dois andares, também despertam a atenção.

Segundo os fabricantes, mesmo sendo mais caros, têm valido a pena adquirir pacotes mais completos de opcionais. Muitas vezes, um só acidente, contando com danos materiais e indenizações, acaba saindo “mais caro� que uma frota mais segura. Entretando, o foco maior é a quantidade de vidas poupadas e danos físicos minimizados, o que impacta até mesmo na economia geral, uma vez que as vítimas dependem menos de sistemas de saúde e têm um período menor de afastamento do trabalho, caso os ferimentos sejam menores.

Além disso, os fabricantes destacam que por mais avançados sejam os modelos e os itens, ainda é necessário investir e muito na formação, capacitação, renovação do treinamento e descanso com tabelas de trabalho adequadas para os motoristas.

Sobre os ônibus vendidos para a Guanabara, a Mercedes-Benz relacionou os principais itens de segurança:

  • ABA 5 (Active Brake Assist 5): A quinta geração do sistema de frenagem de emergência da Mercedes-Benz. Utiliza um radar de alta precisão e câmera para detectar veículos, pedestres e ciclistas, atuando automaticamente na frenagem para evitar ou mitigar colisões.
  • ACC (Adaptive Cruise Control): Piloto automático adaptativo, que mantém automaticamente uma distância segura em relação ao veículo à frente, ajustando a velocidade do ônibus conforme necessário.
  • LDWS (Lane Departure Warning System): Sistema de alerta de saída de faixa que monitora a sinalização da via. Caso o veículo saia da faixa sem o acionamento da seta, o sistema alerta o motorista (podendo incluir vibração no banco e alertas sonoros/visuais).
  • IHC (Intelligent Highbeam Control): Controle inteligente e adaptativo do farol alto, que ajusta automaticamente a iluminação para garantir visibilidade máxima sem ofuscar outros condutores.
  • EBS (Electronic Braking System): Sistema eletrônico de freios, que garante uma resposta mais rápida e precisa na frenagem.
  • ABS (Anti-lock Braking System): Sistema antibloqueio de rodas, integrado ao EBS.
  • ESP (Electronic Stability Program): Controle eletrônico de estabilidade, fundamental para evitar tombamentos e derrapagens em situações críticas.
  • ASR (Acceleration Skid Control): Sistema antipatinação que evita que as rodas patinem ao arrancar ou em pisos de baixa aderência.
  • ECAS: Suspensão pneumática controlada eletronicamente, que inclui funções de segurança como o sistema anti-tombamento.
  • Retarder: Sistema de frenagem hidrodinâmico auxiliar, essencial para segurança em declives e economia dos freios principais.
  • Assistente de Partida em Rampa: Impede que o veículo recue ao arrancar em aclives.
  • Top-Brake: Sistema auxiliar de freio-motor.
  • ESS (Emergency Stop Signal): Sinalização de parada de emergência (pisca-alerta ativado automaticamente em frenagens bruscas).
  • Monitoramento de Pneus (TPMS): Sistema de monitoramento de pressão e temperatura dos pneus (opcional em algumas configurações, mas amplamente disponível).
  • Segurança Operacional Adicional: Aviso de cinto de segurança para o motorista e sistema de freio de porta aberta (impede o movimento do veículo com a porta de serviço aberta).

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

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